Santa Maria e Itupanema têm diálogos autogestionados

Duas comunidades organizaram, entre o fim de outubro e início de novembro, os Diálogos Autogestionados do Balanço Ético Global (BEG), atividade preparativa para a COP30.
Dia 30/10, o diálogo acontece no Centro Comunitário Santa Maria. No dia 4/11, a atividade foi no Centro Comunitário Itupanema. Essa iniciativa buscou trazer contribuições da sociedade civil por uma ação climática global. A atividade foi realizada nas comunidades por meio do Grupo de Trabalho de Meio Ambiente e Clima formado por integrantes da IBS.
Santa Maria: reflexões sobre responsabilidade ambiental e os sinais das mudanças climáticas
Os Diálogos Autogestionados na Comunidade Santa Maria reuniu 16 participantes no Centro Comunitário local, mobilizada pela integrante Maria Marly, presidente da Associação Vida e Flora Barcarena. O encontro permitiu um diálogo sobre os sinais percebidos pelas comunidades frente às mudanças climáticas. A roda de conversa resultou em um conjunto de percepções e propostas organizadas em três eixos principais: Causas e impactos das mudanças climáticas; Ações individuais; Ações coletivas e institucionais.
Participantes sugeriram campanhas educativas, criação de instrumentos de denúncia, fortalecimento da economia circular, parcerias com instituições, participação intergeracional, políticas de preservação e melhorias na comunicação comunitária.
Outros temas abordados incluíram queimadas, falta de água potável, problemas envolvendo o aterro sanitário e práticas inadequadas próximas ao Igarapé Bambu Ray. Também foi reforçada a importância de envolver crianças e jovens em ações ambientais.
Itupanema: educação ambiental e participação comunitária como caminhos para o pós-COP30
Em Itupanema, 25 moradores participaram do Diálogo Autogestionado no centro comunitário. A mobilização foi conduzida pelos integrantes Ellen Bezerra e Marco Aurélio Bezerra, com participação da Secretaria Executiva da IBS. Marco Aurélio apresentou um panorama da COP30, contextualizando sua importância para a região amazônica e reforçando como o território poderia se preparar para participar ativamente das discussões. Reflexões sobre os desafios ambientais enfrentados pela comunidade e sobre como a educação ambiental deve estar presente em todos os espaços da vida cotidiana pautaram o debate antes da roda de conversa.
Na roda, temas foram abordados, como a logística reversa, o protagonismo indígena nos diálogos, a formação de multiplicadores ambientais, a inclusão da comunidade nos espaços de participação. Foram propostas ações como a criação de hortas comunitárias, coleta seletiva e ações contínuas de educação e conscientização ambiental.
Participação comunitária como legado do processo pré-COP30
As duas atividades do Balanço Ético Global se somaram a outros Diálogo Autogestionados realizados nas comunidades Luz Divina e Cupuaçu (veja a matéria clicando aqui) e mostraram que, mesmo após a COP30, os aprendizados, reflexões e propostas construídas antes do evento permanecem como legado para o território. As comunidades demonstraram grande sensibilidade aos impactos ambientais e disposição para construir soluções colaborativas.
A IBS reforça que continuará apoiando iniciativas que ampliem a participação social, fortaleçam o diálogo comunitário e promovam a educação ambiental de forma contínua, garantindo que os debates iniciados no período pré-COP30 sigam contribuindo para uma Barcarena mais justa, sustentável e consciente.
























